quinta-feira, 30 de junho de 2011

Arquivo - "Eu moro lá na ponte"

..."Estas pessoas, agora, interagem com o grupo em meio ao espaço de que são todos criadores e participantes ao mesmo tempo. Isto é possível porque a palafita se disciplina em espaços interligados por pontes, que é o que torna possível  ligação e transitoriedade . Todos acabam compondo o mesmo espaço, passando necessariamente uns pelas casas dos outros, pelas vidas uns dos outros, por meio das pontes-ruas. 
A ponte, assim, simboliza  o alternativo,a não-propriedade, o não-lugar. Mais do que meio de ligação entre as casas, a PONTE será símbolo dessa forma de moradia, nome que designa local,  referência geográfica para os que ali habitam.(...)  
Se de um lado as pontes simbolizam alternativa de lugar, de outro o aterro, que vai aos poucos cobrindo a área de ressaca, sinaliza a vontade de habitar em terra firme, adaptar-se ao modelo da "cidade formal ”, não só pelo seu aspecto estético, mas pela busca de melhores condições de habitabilidade. 
Verificamos que o meio alternativo de habitação não pretende a criação de um lugar paralelo, no entanto, estrutura-se como produto da exclusão da cidade formal, ainda que  revele peculiaridades e relação afetiva entre indivíduo e lugar. 
Ao mesmo tempo em que existe o desejo de fazer parte da cidade formal, a periferia espontaneamente cria identidade,  lugar de novos acontecimentos, e passa a produzir e reproduzir  os próprios conceitos criados a partir de sua estética. (...)
As crianças são postas nestas condições e estas condições são tudo o que conhecem até começarem a estabelecer parâmetros de relação e diferenciação entre os sujeitos e o meio em que vivem. O espaço pessoal esbarra ou se confronta com as solicitações de seu grupo de referência, ao mesmo tempo que impulsiona para a imitação da mesma.
Se a forma de engajamento social do indivíduo adulto é ilustrado por suas ações diárias, seja no seu trabalho, sua família ou talvez numa religião, a  maneira de a criança ir além de si mesma, apropriando-se do mundo externo e interno, se revelará pela capacidade de ludicização no espaço.  Assim, a brincadeira é capaz de apontar  estilo de vida ..."

( trecho do artigo científico "Formação da identidade de crianças moradoras das áreas de ressaca " UNIFAP-2007- Bárbara Lívia D. de Souza)
( Imagens da exposição " Lacunas: Um mundo entre-pontes- 2007)

segunda-feira, 27 de junho de 2011

E lá se foi...

E lá se foi mais um coração conquistado pela poesia...Ainda que não compreendesse, ainda que não permanecesse lendo sempre apenas poesia ... 

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Imaginal



Penso intenso
Repenso tenso 
e só.

domingo, 19 de junho de 2011

Depois do café...

  Depois de  muito rabisco, muito traço inquieto, soltei  alguns passarinhos aquarelados da gaiola que tinha construído para um, dois e três tempos  necessários para um café fresco...        
Passei um tempo razoável redescobrindo o lápis de cor e os fundamentos de mistura ... Apanhei muito com os novos materiais, cores e  técnicas. Gastei -chorando- muito papel do bom . Varri muito chão com lasca de lápis e negocinho de borracha...e, é claro, algumas vezes, borrei tudo no último traço.:P

No espaço das aquarelas levemente arquitetadas por  Mario Baratta, meu vício em buscar mais sentido para o que faço ganhou mais sentido. Mario tem capacidade de dar alma ao concreto das cidades em perspectiva que não pesa, mas nos faz lembrar o quanto somos a própria cidade, o próprio lugar.


Enfim, preparamos o primeiro Café Expressivo com muito carinho, e foi com muito carinho que também fomos recebidos pelos queridos Mabel e Ruy no espaço do Motor's Café Gourmet entre os dias 12 e 19 de Junho... 





Agradecimento epecial:  Márcia Corrêa - pelo espaço no programa Café com Notícia  ( haja café!!) . Ângela de Carvalho - pelo apoio em tudo o que seja, como ela mesma diz: - Mirabolante! Rafa-Rogério-Benjamin -que andam por aí como que a Santíssima Trindade...além de todos que se dispuseram a divulgar em seus espaços virtuais..